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China lança estímulo fiscal para exportação de têxteis E-mail
O Ministério de Finanças da China anunciou ter aumentado o reembolso de impostos aos exportadores de vários produtos, entre eles têxteis, brinquedos e maquinário. Trata-se de um estímulo fiscal para aumentar as vendas externas desses produtos. O aumento começa a valer em 1º de novembro.
O reembolso do imposto de exportação para os setores têxtil, vestuário e de brinquedos vai aumentar para 14%; produtos plásticos para 9%; alguns tipos de cerâmicas para 11%; móveis para 11% a 13%. Alguns ingredientes básicos para medicamentos, incluindo aqueles para combate à Aids, além de maquinário, terão um reembolso de pelo menos 9%. O ministério não informou quais são as alíquotas atuais.
O aumento do reembolso pode variar de 5% a 17% para produtos que cobrem cerca de um quarto dos itens passíveis de taxação, segundo declarações divulgadas no site do Ministério. As principais categorias elegíveis para o reembolso incluem produtos industrializados com mão-de-obra intensiva e outros setores de alto valor agregado. "Com a expansão do impacto da crise financeira norte-americana, os índices de confiança do consumidor estão recuando drasticamente nos países desenvolvidos e a demanda por importações está diminuindo", disse o Ministério. "Isso vai inevitavelmente prejudicar as exportações da China."
 A medida deve beneficiar especialmente pequenas e médias companhias, que empregam muita mão-de-obra. Sem o aumento do reembolso, as exportações da China devem continuar a cair e a situação dessas empresas vai piorar, o que "teria impacto negativo no crescimento econômico da China de uma forma geral",
disse o Ministério.
O aumento do reembolso ocorre depois da divulgação de que o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi o menor em cinco anos. O PIB da China aumentou 9,0% no terceiro trimestre deste ano, ante 10,1% no trimestre anterior. O governo prometeu aumentar o suporte fiscal às empresas e lançar medidas pró-crescimento.
Em um comunicado separado, o Conselho de Estado disse ter aprovado alguns projetos de infra-estrutura envolvendo estradas públicas, aeroportos e estações de energia elétrica. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado
Autor(a): Ana Conceição
Data da publicação: 21.10.08
 
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