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Brasil, 07 de janeiro de 2009
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Morre um ícone da indústria têxtil E-mail
A empresária Adelina Hess de Souza, fundadora da Dudalina S.A., faleceu na sexta-feira (31) e deixa o setor têxtil em luto

Grande empreendedora, reconhecida como a mulher de maior expressão na indústria catarinense, Adelina Clara Hess de Souza faleceu aos 82 anos devido a complicações respiratórias. A empresária estava com pneumonia e durante 21 dias ficou internada no hospital. Adelina deixa 16 filhos, e uma história de muito trabalho e dedicação. A Dudalina, fundada por ela e pelo marido, Duda, falecido há 12 anos, completa 51 anos e destaca-se como a maior camisaria da América Latina.
A Dudalina, junção dos nomes do casal, surgiu em 1957, no município de Luís Alves (SC). A iniciativa de Adelina virou uma empresa de referência nacional que, mais tarde, mudou para Blumenau. Atualmente a marca Dudalina é conhecida em 55 países. Além de Blumenau, a fábrica tem unidades em outras cidade catarinenses como Luis Alves, Presidente Getúlio e Brusque, em Terra Boa, no Paraná, e um escritório em São Paulo. Hoje, oferece ao mercado de moda masculina três marcas: Dudalina, Individual e Base. A sexta filha de Adelina e Duda, Sônia Hess de Souza é quem comanda hoje este império.
Durante sua vida, Adelina dedicou-se a outras atividades. Criou uma fábrica de patchwork, onde acompanhava pessoalmente todo o trabalho, criando e desenvolvendo peças com os restos de retalhos excedentes da camisaria. Investiu na construção civil, erguendo prédios para cada um dos filhos, um centro comercial, a idealização do Hotel Fazenda Santo Antônio e outros prédios em Blumenau e Balneário Camboriú (SC). Além de empreendedora, era escritora e integrava a Academia de Letras de Blumenau. Aos 80 anos foi condecorada pelo governo do Estado com a Medalha Anita Garibaldi.
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) lamenta a perda desta grande mulher, que com muita dedicação e impressionante disposição para o trabalho, tornou-se um ícone. "Adelina mostrou seu empreendedorismo desde o início da vida empresarial, quando começou a fabricar camisas com as sobras de tecidos comprados pelo marido em São Paulo. É de exemplos como os dados por ela que é feita a força da indústria de Santa Catarina", disse o presidente em exercício da FIESC, Glauco José Côrte.
Dona Adelina, como carinhosamente era chamada, construi uma história de luta e vitória ao lado da família. O Guia Têxtil e todo o setor lamentam a perda desta valorosa mulher, que mostrou à sociedade catarinense que dificuldades são vencidas com trabalho, otimismo e determinação.



 
 
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