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Setores enfrentam falta de mão-de-obra no CE E-mail
Gargalos serão discutidos hoje em reunião entre entidades e Sebrae. Empresas terão acesso a financiamento

Contrata-se costureiras no Ceará. Mais de 270 vagas para várias funções em costura estão abertas no Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT). O número mostra um dos principais problemas que entravam o desenvolvimento dos setores têxtil e de confecções do Estado: falta mão-de-obra qualificada.
“Há uma enorme carência por costureiras”, afirma o superintendente da União das Indústrias de Artigos de Moda do Ceará (Unimoda), Joseomyr Moreira. “Há três meses, fui no Sine/IDT e já havia uma demanda para cerca de 249 costureiras”. Esta realidade persiste até hoje. “É preciso mão-de-obra qualificada, pois a absorção destes profissionais pelas empresas é imediata”, diz.
A ausência de mão-de-obra de acordo com as exigências do mercado está na pauta da reunião de hoje, às 17 horas, entre Unimoda, Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sindtêxtil), Sindicato das Indústrias de Confecções (Sindiconfecções), Associação da Moda Íntima do Ceará (Amic) e Sebrae-CE. A fim de enfrentar este problema, identificar outros e apontar soluções, as entidades buscam uma parceria com o Sebrae-CE.
A participação deste órgão, segundo o presidente do Sinditêxtil, Ivan Bezerra Filho, visa levar às micro, pequenas e médias empresas do setor todas as ferramentas em gestão, planejamento, cursos, treinamentos. ´Vamos identificar os pontos da cadeia produtiva que precisam ser aperfeiçoados e montaremos núcleos para resolver os problemas´, explica.
O superintendente da Unimoda ressalta que a reunião vai elaborar um projeto para revitalização da indústria têxtil e de confecções do Ceará e programar a realização de um fórum do setor para janeiro do próximo ano.

Financiamento

Outra questão destacada por Ivan Bezerra Filho é a carência de linhas de crédito. “Acesso a financiamentos é uma demanda de todos os setores produtivos”, avalia. “E queremos levar crédito para as micro, pequenas e médias empresas do segmento têxtil”.
Segundo ele, uma parceria do Sebrae com Banco do Nordeste (BNB) vai ofertar linha de crédito voltada para as empresas têxtil e confecções. “Esse financiamento terá como facilitador para o desenvolvimento das empresas o acompanhamento do Sebrae”, explica.
Ao traçar um balanço prévio para o fechamento do ano no setor têxtil, o presidente do sindicato diz que uma análise aponta aumentos na produção e nas vendas. “Isso em função da substituição tributária, que deixou o Ceará mais competitivo no mercado nacional”, comenta Ivan Bezerra Filho. “A redução do ICMS interno fortaleceu o setor”. Para ele, a força deste mercado se reflete nas grandes indústrias que são referência no País, como as de índigo, fiação e malharia, além de mais de 2 mil confecções em atuação. “Temos uma cadeia produtiva completa”.


Fonte: Diário do Nordeste
Autora: Carol de Castro
Publicado em 05.11.08
 
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