| Economia | Incentivo de crédito pode ser a solução |
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Sebrae-CE e Sindtêxtil estudam estratégias para desenvolver cadeia produtiva da Moda no Estado O Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sindtêxtil) e o Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Ceará (Sebrae-CE) promoveram uma reunião com representantes dos setores têxtil, de confecção e design para discutir os gargalos que impedem o desenvolvimento da cadeia produtiva de moda no Estado. No encontro, dentre entraves identificados e soluções apresentadas, foi ressaltada a importância da disponibilidade de linhas de crédito especiais para pequenos e médios empresários dos setores. “O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste operam linhas (de crédito) compatíveis com esse perfil de empreendedor. Os recursos vêm do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e totalizam R$ 50 milhões em cada banco. É um dinheiro com taxas de 6% ao ano e sem indexadores”, afirmou Carlos Cruz, superintendente do Sebrae-CE. Ele explicou que a entidade se esforça, há algum tempo, para congregar todos os elos e incentivar essa cadeia produtiva do Ceará. “Nesse sentido, trabalhamos com três pilares. O primeiro é a inteligência de negócio, onde são realizadas pesquisas de desenvolvimento. O segundo é a facilitação de crédito. Quando aquele empresário quer ´meter as caras´ nos procura, nós capacitamos e, com a chancela do Sebrae, ele tem mais acesso aos financiamentos. O terceiro pilar é a comercialização. O Ceará tem vocação para os setores têxtil e de confecções. Acredito que, com a orientação correta, temos capacidade de estar na vanguarda das tendências de moda”. Mão-de-obra Além das linhas de crédito, outro gargalo apontado para a cadeia produtiva é a falta de mão-de-obra qualificada, tanto na capital como no interior do Estado. De acordo com a coordenadora dos Projetos Têxtil, Confecção e Design do Sebrae-CE, Diva Machado Nogueira, um passo fundamental para reduzir esse problema é promover a integração entre os setores. “São segmentos muito extensos e diversificado. Se por um lado, há a necessidade de contratação de costureiras, por outro faltam estilistas nas pequenas fábricas. O design é um setor que ainda está se estabelecendo. Em alguns casos, mesmo com a oferta de profissionais oriundos dos bons cursos de estilismo no Estado, o próprio dono do negócio cria as peças. Resolvemos, com essa reunião, unir esforços para obter resultados mais eficazes”, comentou Diva. Facilitador Para o presidente do Sindtêxtil, Ivan Bezerra Filho, a reunião foi o primeiro contato de um diálogo permanente com pequenos e médios empresários da cadeia produtiva da Moda, onde serão identificados quais os instrumentos mais adequados para assegurar a oferta e a qualidade na mão-de-obra. “Se preciso for, faremos convênios com poder público municipal e estadual e projetos com agentes facilitadores. Falta costureira? Para qual área? Tecido plano, malha? Existe curso nessas áreas? Se não houver, vamos buscar uma forma de oferecer. Queremos ajudar, principalmente, aquele empresário que montou seu negócio por conta própria, com a experiência que adquiriu quando era empregado”, explicou. Fonte: Diário do Nordeste Autor(a): Carol de Castro |
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